terça-feira, 24 de maio de 2016

Essa lenda que será contada aqui, pertence à uma de suas vidas passadas, lembrado que nem sempre a Rosa Caveira que incorpora em Cicrano, é a mesma que incorpora Fulano. Então a historia poderá ser diferente da outra, mas sempre será a mesma Rosa Caveira. Larôye Pomba Gira.
Ela viveu aproximadamente á 2.300 anos antes de Cristo, na região da Mongólia, os seus pais eram agricultores e tinham muita terra. Ela era uma das 7 filhas do casal, sendo que seu nascimento, deu-se na primavera e a mãe dela tinha um jardim muito grande de rosas vermelhas e amarelas, que rodeava toda sua casa. E foi nesse jardim, onde ocorreu seu parto. Seus pais além de serem agricultores, também eram feiticeiros, mas só praticavam o bem para aqueles que os procuravam, e sua mãe tinha muita fé em um cruzeiro que existia atrás de sua casa no meio do jardim, onde seus parentes eram enterrados. No parto da Rosa Caveira, a mãe estava com problemas, e dificultava o nascimento da mesma e estava perdendo muito sangue, podendo até morrer no parto. Foi quando a avó da Rosa Caveira que já havia falecido há muito tempo, e estava sepultada naquele cemitério atrás de sua casa, vendo o sofrimento de sua filha, veio espiritualmente ajuda-la no parto, sendo que sua mãe com muita dificuldade e a ajuda de sua avó (falecida), conseguiu dar a luz a Rosa Caveira, e como prova de seu Amor a neta, sua avó, colocou em sua volta, várias Rosas Amarelas e pediu a sua filha que a batiza-se com o nome de ROSA CAVEIRA, pelo fato dela ter nascido em um jardim repleto de Rosas e em cima de um Campo Santo (cemitério), e também por causa da aparência Astral de sua mãe (avó), que aparentava uma Caveira. E em agradecimento a ajuda da mesma, ela colocou uma Rosa Amarela em seu peito e segurando a mão de sua mãe, a batizou com o nome de ROSA CAVEIRA DO CRUZEIRO, conhecida com o nome popular de Rosa Caveira.
Ela cresceu com as irmãs, mas sempre foi tratada de modo diferente pela suas irmãs, sempre quando chegava a data de seu aniversário sua avó ia visitá-la (espiritualmente), e por causa destas visitas e carinho que seus pais tinham a ela, suas irmãs começaram a ficar com ciúmes e começaram a maltratar a Rosa, debochar dela, chamar ela de amaldiçoada pois havia nascido em cima de um Campo Santo e seu parto feito por uma morta, de caveira dos infernos, etc. E a cada dia que se passava, Rosa ficava com mais raiva de suas irmãs. Então ela pediu para seus pais, que ensinasse a trabalhar com magia, mas não para fazer maldade, mas sim para sua própria defesa, e ajuda de pessoas que por ventura a fosse procurar. Sua avó vinha sempre lhe dizer que ela precisaria se cuidar, pois coisas muito graves estariam para acontecer. Seu pai muito atencioso a ensinou tudo o que ela poderia apreender, e também ensinou-a a manejar espadas, lanças, punhais, ou seja, armas em geral. Sua mãe lhe ensinou tudo o que poderia ser feito com ervas, porções, perfumes, e principalmente o que se poderia fazer em um Cruzeiro. Foi ai que suas irmãs ficaram com mais raiva ainda, pois ela estava sendo preparada para ser uma grande Feiticeira, e sendo ajudada por seus Pais e sua Avó, e zombava mais ainda dela, chamando-a de mulher misturada com homem e demônio, uma aberração da natureza, não por causa de sua aparência, pois ela era linda, mas sim por vir ao mundo nas mãos de uma Caveira (sua avó), e ter nascido encima de um cemitério.
Suas irmãs se casaram com agricultores da região, porém uma de suas irmãs (a mais velha), se aperfeiçoou em Magia Negra, e por vingança do carinho e a presteza que seus Pais davam a Rosa e não a elas, não porque seus pais gostavam mais dela, pois eles tinham amor igual a todas, mas Rosa demonstrava mais interesse do que as outras, ela fez um feitiço que matou seus pais. A Rosa com muita raiva, matou sua irmã e seu marido. As outras irmãs com medo dela, juraram lealdade a ela e nunca mais zombaram dela. Aos 19 anos ela saiu ao mundo querendo descobrir algo novo em sua vida, foi quando ela conheceu um homem (Mago) que tinha 77 anos, e juntos com seus 4 irmãos, ele foi ensinando a ela varias magias e feitiços, tudo sobre a vingança, o ódio, a dor, pois esse homem era o Mago mais odiado e temido da redondeza pelos Senhores Feudais e Magos Negros. Vivia em um cemitério com seus 4 irmãos e discípulos. Ela aprendeu a ver o futuro e fazer várias Magias de um modo diferente, sempre usava um crânio tanto humano como de animal e em sua boca colocava uma rosa amarela, foi quando em uma de suas visões, viu suas irmãs planejarem sua morte. Ela por sua vez muito esperta, fez uma Magia, que matou todas suas irmãs. Após fazer isso ela voltou a companhia do mago, e com sua ajuda percorreu várias aldeias, causando guerras para fazer justiça e para livrar os povos dos Senhores Feudais, e também livrar esses povos de encantos de Magos Negros e Feiticeiros Malignos, e por causa disso ela era muito venerada, adorada e respeita por todos. Aos 99 anos, seu amado e seu mestre, morreu e ela assumiu seu lugar junto com o irmão mais velho do mago.
Aos 77 anos ela foi traída por um dos irmãos do mago falecido, o terceiro irmão, que a entregou a um mago que estava a sua procura, este Mago era um dos mais temidos e perversos e que sabia o ponto fraco dela. Com a ajuda desse irmão, esse Mago a matou, e degolou a Rosa e entregou sua cabeça em uma bandeja de ouro rodeada de rosas vermelhas, para os Espíritos dos Magos Negros. Após isso ela ficou aprisionada espiritualmente por esse mago até ser liberta pelo seu amado e mestre o mago falecido, que entregou a falange do Exu Caveira. O irmão do mago que a traiu, foi morto 3 anos depois pela própria Rosa, que deu sua alma de presente a seu Amado e Mestre, se tornando assim seu escravo. Foi ai que ela começou a trabalhar na linha das almas e ficou conhecida como Rosa Caveira (Pomba-Gira Guerreira e Justiceira), pois em sua apresentação astral ela vem em forma de mulher ou caveira, ou meio a meio sempre com uma Rosa amarela em suas mãos e uma caveira aos seus pés, caveira esta que representa, todos seus inimigos que cruzam seu caminho.
Trabalha na linha das almas e faz parte da falange do Exu Caveira e Tatá Caveira.
Seu ponto de força, é no cruzeiro das almas, onde são entregues seus pedidos e oferendas.
Sua Flor preferida é Rosa Amarela.
Sua guia é, preto e branco ou amarelo e preto.
Pertence a linha negativa dos pretos velhos.
  • Girou,girou
  • Girou,girou
  • Girou Exu Gira-Mundo
  • Girou,girou
  • Girou,girou
  • Exu, que vence demanda
  • É rei na encruza
  • Saravá Umbanda
  • ________________________
  • Seu Gira-Mundo é amigo e camarada
  • Seu Gira-Mundo é amigo e camarada
  • Ele sempre lhe dá tudo, mas nunca fica sem nada
  • Ele sempre lhe dá tudo, mas nunca fica sem nada
  • ____________________________
  • Que Oxalá nos abençoe sempre
  • Saravá .'.

ORIXÁ BARÁ LODÊ E OGUM AVAGÃ

 

Nos rituais gege-nagô, essencialmente no Batuque do Rio Grande do Sul, é dedicado um espaço para culto dos Orixás Bará Lodê e Ogum Avagã, geralmente a frente das casas de religião.

Este espaço, contém seu obé (faca utilizada nos rituais de sacralização) específico, já que obé do quarto de santo não deve ser utilizado neste local, assim como o obé do Lodê e Avagã, não deve ser utilizado no quarto de santo. O obé para cortar para estes Orixás geralmente é recebido junto com os assentamento destes, realizado pela maioria dos Babalorixás quando seus filhos estão com a obrigação completa.

Na maioria das casas de axé o assentamento de Bará Lodê e Ogum Avagã é realizado na casa de seu filho, onde deve ser construído o espaço específico para recebê-los.

Esses assentamentos tem a função principal, a de cuidar da casa de axé, são Orixás de rua, do movimento, ficam em local de culto exclusivo de homens ou mulheres que não mestruam mais. Bará Lodê deve ficar ao lado de Ogum Avagã, no chão, pois são Orixás da terra.

Alguns Babalorixás colocam estes assentamentos em prateleiras, no espaço externo da casa, prática esta considerada inadequada por muitos Pais de Santo, já que este Orixá tem que ficar no chão do espaço sagrado para ele.

No espaço destinado ao culto do Bará Lodê e Ogum Avagã, ficam geralmente um ou dois ecós (espécie de segurança que serve para atrair para sí as energias negativas do local) em alguidar de barro, com água e azeite de dendê, com farinha de mandioca, que é trocado todas as semanas.

Uma quartinha com água para Bará Lodê e uma quartinha seca para Ogum Avagã acompanham o local, onde ainda são servidos axés específicos para estes Orixás.

Lodê e Avagã, são Orixás do seco, por isso seus axés não devem ser despachado em dias de chuva ou com a terra molhada, não adianta parar de chover, e despachar depois. A grande maioria dos Babalorixás respeita este fundamento.

Bará não é o exu da Quimbanda, nem o diabo do Cristianismo, tampouco possui semelhanças nesse sentido. Deve ser tratado com muito respeito da mesma forma que os demais Orixás.

Nada se faz sem Bará, Orixá responsável pela abertura dos caminhos, pelo movimento, pela segurança nas ruas, assim como Ogum Avagã, que é o Ogum responsável pela rua, pela proteção de quem trabalha com ferro, trânsito e militares.

Na nação oyo-gege, Bará é representado pela cor vermelha e número 7, e Ogum Avagã pela cor verde e número 7. Algumas nações utilizam ainda a cor vermelha com verde para Ogum Avagã.

 


                                                         A religião Yorùbá (pronúncia em português=iorubá) compreende as crenças originais e práticas religiosas do povo yoruba. Sua terra natal é no sudoeste da Nigéria e nas partes adjacentes do Benin e Togo, uma região que veio a ser conhecida como Yorubaland. Durante o tráfico de escravos do atlântico foi exportada para as Américas, onde influenciou ou deu origem a formas de vida prósperas, como Santeria, Umbanda e Candomblé.[1] Crenças religiosas yorubas são parte de Itan, o total complexo de canções, histórias, mitos e outros conceitos culturais que compõem a sociedade Yorùbá.
Entende-se por religião yoruba a religião do povo yoruba que tem uma forte relação entre os mundos sobrenatural o Orun e o natural o Aiye a terra, que se complementam entre si. É uma religião onde o Ser Supremo é Olodumare também chamado de Olorun.
"A cidade de Ilê-Ifé é considerada pelos yorùbá o lugar de origem do seus primeiras grupos. lfé é o berço de toda religião tradicional yorùbá (a religião dos Òrìṣà) é um lugar sagrado, onde as divindades ali chegaram, criaram e povoaram o mundo e depois ensinaram aos mortais como os cultuarem, nos primórdios da civilização. Ilê-Ifé é o “Berço da Terra”." 
A semana religiosa yoruba é de quatro dias, cada dia correspondia a um elemento da natureza, chamada ossé, é dedicado a uma divindade (Ojô Awô, Ojô Ogum, Ojô Xangô, Ojô Obatalá).
Os Elementos: TerraArÁgua e Fogo
Cada dia tem 4 Odus, num total de 16 Odus[3] principais, que desdobrando-se entre si, perfazem o total de 256 odus.
A tradição religiosa africana no Brasil conta com diversas raízes. Uma delas é o Candomblé Ketu Yoruba. Esta Nação tem Chefe da Casa Real ao Orixá Oxossi, que é o apócope de "Oxoto kan soso", o Caçador de uma flecha só. Todas as pessoas consagradas nesta Nação tem sua cabeça pintada com waji (azul) que é a cor Real de Ketu.   
Foribalẹ é um ato de saudação e veneração, dada diretamente para um Òrìṣà ou a um Babaou Ìyálòrìṣà. Esta saudação pode ser feita por qualquer pessoa iniciada e consagrada até um simples simpatizantes de nossa religião. A palavra Foribalẹ está averbada nos Dicionários Yorubá – Português como um verbo transitivo que significa venerar, adorar. Literalmente o referido termo significa "colocar a cabeça no chão". Esse ritual também é conhecido pelo nome de Fori(ọ)kànbalẹ, que literalmente significa “colocar a cabeça e o coração no chão”.Isto refere-se ao ato de prostrar-se diante das divindades, de pessoas que de certa forma participaram de seus ritos iniciáticos e do próprio sagrado.

Também pode se realizar o ato do Foribalẹ a qualquer ancião, denotando respeito a sua antiguidade e aos seus “anos de santo”. Durante esta saudação o Baba ou a Ìyá tocará o solo e a cabeça daquele que prostra-se diante dele, autorizando dessa forma que se levante e em seguida lhe dará a sua bênção dos Òrìṣà para a pessoa abençoando-os.

Existem duas maneira de se realizar o Foribalẹ. Um denominado de Dọbalẹ destinado asìyáwò que foram inciadas aos Òrìṣà cuja a essência é masculina e Yíka para os de essência feminina. Esse último ainda se divide em dois grupos; o grupo de ÒṣunYemọja e Nãnã e o grupo de YewaOba e Oya. Enquanto as divindades masculinas procedem sempre da mesma maneira.

Em algumas linhagens, aquele que pertence a Òrìànlá, somente realiza o Foribalẹ para com aquele que lhe inciou e o consagrou dentro dos mistérios do culto. Para os demais que lhe deve seu respeito, apenas se ajoelha a sua frente e com a cabeça virada para baixo, tocará o solo e a sua própria cabeça por três vezes e pedirá a benção. Esse ato é denominado de Kúnlẹ-dojúde, literalmente “ajoelhar-se com os olhos em direção ao solo”.

Importante ressaltar que na maioria dos Terreiros Tradicionais de Salvador no Estado da Bahia, os Òrìṣà não realizam o referido ato, somente “atira-se ao chão” sem colocar a cabeça, independente do Grau Sacerdotal ou status da pessoa a qual se saúda. Desta forma, somente “deita no chão” saudando o Òrìṣà Tutelar da cabeça dessa pessoa e não o Ser Humano propriamente dito. Se a pessoa estiver sentada, se levantará e receberá um abraço do Òrìṣà.

Sempre que há uma cerimônia, antes de principiar os ritos, todos devem prestar seu Foribalẹao sagrado, ou seja, ao santuário das dividades, denominados de Pèpéle. Em seguida presta-se reverencia ao Baba ou Ìyá e a seguir saúdam-se todo o corpo sacerdotal presente na ordem de antiguidade dentro do Terreiro. Esse mesmo procedimento se realiza quando chegamos a Casa de Candomblé.

Muito tem se perdido na atualidade o Rito do Foribalẹ. Na maior partes da vezes os membros de um Terreiro, chegam, não se purificam com banhos de ervas antes de se trocarem, descartam as saudações as Divindades Primordiais da Casa, “male mal” saúdam o Corpo Sacerdotal, assim como seus irmãos e irmãs da comunidade.

As Setes Lágrimas de um Preto Velho

Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, fumando o seu cachimbo um triste Preto Velho chorava. De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pela face e não sei por que as contei... Foram sete. Na incontida vontade de saber, aproximei-me interroguei-o:

Fala meu Preto Velho, diz ao teu filho porque externas assim tão visível dor?
E ele suavemente respondeu:

- Estás vendo esta multidão que entra e sai?
As lágrimas contadas estão distribuídas a cada uma delas.

Primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, Para saírem ironizado aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber;

A segunda,  a esses  eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que façam os alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam;

A Terceira distribui as meus aqueles que somente procuram a umbanda em busca de vingança, desejando sempre prejudicar ao semelhante;

A quarta, aos frios e calculistas, que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma, e não conhecem a palavra gratidão;

A Quinta, chega suave, tem o sorriso, o elogio da flor dos lábios, mais  se olharem bem meu semblantes verão escrito: creio na Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambê, mas somente se resolverem a  meu caso ou me curarem disto ou daquilo;

A Sexta, eu dei aos fúteis, que vão de centro em centro, não acreditando em nada, buscam aconchego, conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente;

A Sétima, filho, nota como foi grande e como deslizou pesada?


Foi a ultima lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os Orixás. Fiz doação dessa aos médiuns vaidosos(as), que só aparecem no Centro em dia de festa e faltam as doutrina. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual. Assim, filho meu, foi para esses todos, que vistes cair, uma a uma.

PARA SERMOS ZELADORES TEMOS QUE SER PREPARADOS.

Infelizmente nos dias atuais, mais e mais pessoas que se autodenominam zeladores e zeladoras de Orixá, abundam o cenário da maravilhosa religião que tanto amamos. Acontece que vão em busca de ‘conhecimentos “(?) em livros que prometem ensinar jogo de búzios, e até mesmo fundamentos secretos de nossa religião, e assim saem por aí enganando as pessoas, se dizendo preparados nessa ou naquela casa, e muitas vezes apenas ouviram citar os nomes de zeladores conceituados, e assim terminam por macular o nome de nossos antepassados e de nossa fé.

Acontece que nossos segredos não são ensinados em livros, revistas e afins, mas são passados de pai para filho e somente os verdadeiramente iniciados recebem seus direitos sacerdotais e assim mesmo se tiverem o que chamamos de Balaio de Axé, ou seja: seu santo traz aquele cargo.

Para que possamos ser zeladores de santo, somos preparados em um período nunca inferior a sete anos, e durante esse tempo aprendemos todos os atos sagrados de nossa religião, sendo uma gota aqui e outra ali, pois nada é passado sem que a pessoa esteja no tempo certo para aprender.

Para que possamos jogar búzios, são feitos rituais muito sérios e esses somente são feitos na obrigação em que nós, rodantes, ou seja: que incorporamos nosso Orixá, recebemos nosso Deká, ou seja: Nossos Direitos Sacerdotais, e assim mesmo, ainda passamos anos e anos dando satisfação a nosso pai ou nossa mãe de santo de nossas atitudes para com os orixás.

Ninguém, ninguém mesmo, recebe seu jogo de búzios antes da hora, e jogar búzios não consiste apenas em decorar quedas e sairmos por aí apenas pra ganhar dinheiro.

Somos muito bem instruídos ao recebermos nosso Deká, pois jogo de búzios é um contato direto Ayê – Orúm, ou seja: Terra com Céu, numa linguagem mais clara, o jogo de búzios é a ponte de contato de nosso mundo com o mundo sagrado dos Orixás.

É importante que antes de adentrarmos em uma casa de santo, saibamos a procedência de seu zelador e que possamos obter o maior número possível de informações sobre ele e sua casa.

O que encontramos hoje em dia, são pessoas que, na melhor das hipóteses são recém iniciados nos mistérios dos Orixás, não tendo a mínima capacidade para exercer o sacerdócio, e em outros casos e nem por isso menos ou mais agravantes, pessoas que jamais passaram por nossos fundamentos, abundam os anúncios de jornais e outros meios a fim tão somente de ludibriar as pessoas de boa fé, que buscam ajuda para seus problemas.

Se por acaso alguma pessoa desconfiar da procedência de alguma casa, basta procurar uma das federações que existem na cidade e ali verificar se essa casa e esse sacerdote possuem licença para funcionamento.

O mesmo acontece com cartomantes e afins, pois que todos nós que praticamos qualquer tipo de ato pertinente a espiritualidade, somos obrigados a mantermos vínculo com alguma federação.

Não precisamos ter um terreiro aberto para que tenhamos a necessidade de um alvará de federação, basta termos até mesmo em nossa residência o habito ou algum cômodo para atender clientes, seja com incorporação, búzios, cartas, (tarô, baralhos: cigano, dos anjos ou outros), runas ou qualquer outro processo de atendimento que ali deve conter um alvará religioso, e se aquela pessoa se desloca de sua cidade ou estado, é obrigatório que leve sua carteira de identificação fornecida pela federação a qual é filiado, e, lá chegando procure a federação mais próxima para dar satisfação dos atos que ali irá praticar.

O mesmo devemos fazer quando uma pessoa se apresenta em nossa casa com título de sacerdote. Se desconfiarmos de alguma coisa, peçamos que nos apresente a carteira de identificação da federação de sua localidade, pois se ele é realmente um sacerdote, terá tal documento. Temos que entender que tais atitudes são para que possamos moralizar nossa religião e o bom nome de nossos antepassados.

Já presenciei casos em que pessoas se diziam oriundas de casas de zeladores conceituados e após algumas poucas conversas, provaram que tudo não passava de uma tentativa de enganar.

Acontece queridos, que nós zeladores temos como sabermos se uma pessoa realmente é oriunda da casa que se diz ser. Existem determinados segredos que somente sendo de um certo templo poderemos afirmar ou não, e aí é que está a grande diferença.

Por outro lado, as federações deveriam se preocupar mais em investigar cada casa, saber da procedência daquele zelador ou zeladora e assim, caso seja provado a sua incompatibilidade com o sacerdócio, que sua casa seja fechada em prol do bom nome de nossa fé.

O que acontece nos dias de hoje é que muitas pessoas andam enganando, mentindo, tão somente para explorar as pessoas em seus momentos de dor e sofrimento. Jamais uma federação proibirá um zelador de cobrar seu chão, o que as federações orientam é com relação à exploração da boa fé das pessoas.

Moralizar nossa religião é preciso, pois o que vemos hoje em dia são pessoas se auto intitulando isso ou aquilo, promovendo verdadeiras anarquias e enlameando o nome de uma religião muito mais antiga que o cristianismo, que é o culto aos Orixás.
Uma forma de Oyá que requer muito cuidado ao se lidar com ela. Nessa qualidade, Yansã, governa de forma essencial, os eguns, ou, os espíritos dos mortos. Como matriarcas de egum, essas Oyás são mais agressivas que as demais, e sempre se apresentam prontas para a guerra.

Seus rituais em nada lembram os dos demais Orixás, uma vez que até mesmo para solicitar que ela deixe a matéria, ou seja: “ir ao ló”, é feito de forma diferenciada, uma vez que os demais Orixás são suspensos dentro do barracão, e essa Yabá é suspensa no tempo.

Como toda Yansã, ela é altamente sensual, muito embora guerreira destemida é comum vermos essa divindade se apresentar dançando para os mortos. Na concepção yorubana, a morte nunca foi o ponto final de nada, ao contrário, eles acreditam piamente na reencarnação, creem que as pessoas voltam a se encarnarem na mesma família, que o espírito volta a terra na pessoa de seus descendentes.

Nessa fase em que são eguns, são guardados por Oyá Gbale. Nas crendices africanas, temos vários momentos em nossa vida e também depois de nossa morte. Acreditam os africanos que ao desencarnarmos, nosso espírito se desliga do corpo e prontamente é recolhido por uma qualidade de Oxossi que o entrega a Obaluayê e esse por sua vez, entrega o espírito a Oyá Gbale para que ela o guarde enquanto espera o julgamento que será feito no Orúm, Céu.

Ao chegar o dia do julgamento daquela alma, Xangô Agodô abre as portas do Orúm para que ele possa entrar, então, Logum Edé, sincretizado com São Miguel, pesa em sua balança todos os atos daquela pessoa em vida e Yansã se encarrega de o levar para seu local determinado pela justiça Divina.

Oyá Gbale, é também conhecida como Oyá Mensan Orúm, ou seja: a mãe dos nove céus ou dos nove planetas. Recebeu parte dos poderes de Omulú o grande senhor conhecedor de todos os mistérios da morte e consequentemente dos eguns.

Segundo as lendas africanas, ela recebeu esse poder após socorrer Omulú que estava passando por uma dificuldade muito grande. Omulú carregava então os ancestrais, eguns, sozinho e a partir dessa data, Yansã do Balé, passou a dividir com ele essa missão, que somente lhe foi entregue com a permissão de Olodumarê, Senhor Supremo do Destino, ou seja, um dos nomes de Deus para os africanos.

Seus assentamentos podem ser feitos com todos os utensílios de barro, mas, existem também aqueles zeladores que a assentam em louça branca, o que de forma alguma está errada.

Carrega chifres de búfalo, Irukerê, espécie de chicote feito com rabo de cavalo ou boi, símbolo de realeza na África e que ela utiliza para guiar os eguns. Também compõe seu fetiche, a espada, o escudo, e demais fetiches que a lembram como guerreira.

Foi casada com Ogum e depois com Xangô. Com seu Eroexim, ou Irukerê, ela separa os vivos dos mortos. Senhora absoluta dos ancestrais tem sua morada nos bambuzais, mas especialmente nos cemitérios.

É uma Orixá muito amada, festejada e temida dentro do candomblé, porque alem de todos esses atributos, é ela quem divide com Xangô o mistério de carregar o fogo na boca.

Come acarajé, cabra, frutas, e demais comidas. Suas vestimentas são brancas, simbolizando a detenção do poder dos segredos de egum. Na África, branco representa luto.

Seu dia de culto é a Quarta Feira, dia que podemos entregar-lhe presentes solicitando que interceda por nós.